quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Para ler: Diáspora na Cracolândia é filha da especulação imobiliária

Diáspora na Cracolândia é filha da especulação imobiliária


Quem não vive na capital paulista e vê as notícias sobre a revoada de almas esquecidas que ainda resistem nos bairros de Campos Elíseos e Luz, onde a Caixa de Pandora da Cracolândia paulistana vem sendo aberta após décadas de descaso, talvez não entenda por que os governos do Estado e da cidade de São Paulo adotaram medida tão impressionantemente desastrada.

A ação que espalhou pela maior cidade sul-americana uma legião de verdadeiros mortos-vivos vai formando mini guetos na porta de cada um dos que acharam que poderiam deixar aquele desastre social crescer sem jamais serem afetados.

A diáspora de viciados que as forças policiais sob comando do governador e do prefeito de São Paulo provocaram gerou o que a imprensa vem chamando de “procissão do crack”. Como a operação se limitou a espantar aquelas pessoas da Cracolândia, a PM está tendo que escoltar pelas ruas da cidade grupos de até cem pessoas cada.

As regiões que estão recebendo aqueles que vão sendo tratados como dejetos humanos, reclamam. Segundo o jornal Estado de São Paulo, moradora da outra cidade, do outro país, do outro mundo contíguo ao gueto da loucura reclamou de que “Antes, eles ficavam escondidos. Agora, ninguém tem sossego” E pediu que as autoridades encontrem “algum lugar para levá-los”.

Eis o que acontece com São Paulo. Essa é a mentalidade de uma parcela enorme da sociedade paulista. Os favorecidos pela sorte querem simplesmente ignorar os dramas sociais que uma governança voltada exclusivamente para os mais ricos gerou.

Agora, essa parcela majoritária dos paulistas que mantém há quase vinte anos no controle do Estado e da capital políticos como José Serra, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab vão percebendo que se deixam seus concidadãos se transformarem nos seres apavorantes que as imagens da Cracolândia mostram, poderão ter que recebê-los a domicílio em algum momento.

Os setores da sociedade paulistana que apoiaram que as autoridades locais deixassem o inferno florescer naquela parte da cidade já estão se perguntando sobre o propósito de uma ação policial que invade um gueto como a Cracolândia somente para espantar dali pessoas com graves problemas mentais que tendem a cometer roubos e até atos de violência sem pensar duas vezes.

Aqueles que trataram a política paulista e paulistana como disputa de futebol entre palmeirenses e corintianos, ao começarem a sentir o que a irresponsabilidade social pode gerar talvez tenham interesse em entender por que os governos estadual e municipal parecem apenas querer tirar daquela região aqueles que ameaçam a si e a todos.

Se quem nunca quis entender agora quiser, eu conto: é a especulação imobiliária, estúpido. O Bairro da Nova Luz é a nova negociata que esse grupo político que seqüestrou São Paulo está preparando.

No vídeo abaixo, você conhecerá a luta de Paula Ribas (jornalista e fundadora da Associação Amo a Luz), Simone Gatti (arquiteta e urbanista) e Raquel Rolnik (urbanista, professora e relatora especial da ONU para o direito à moradia) e entenderá por que as autoridades paulista e paulistana expulsaram da Cracolândia aquelas almas esquecidas.

http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/a-acao-que-espalhou-pela-maior-cidade-sul-americana-uma-legiao-de-verdadeiros-mortos-vivos-vai-formando-mini-guetos-na-porta-de-cada-um-dos-que-acharam-que-poderiam-deixar-aquele-desastre-social-cres/





LUZ from Left Hand Rotation on Vimeo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Notícia:Promotoria considera 'desastrosa' ação na Cracolândia e abre inquérito

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/promotoria-considera-desastrosa-acao-na-cracolandia-e-abre-inque/n1597563780981.html

Ministério Público diz que operação ocorreu de maneira adiantada e sem articulação entre a PM e as secretarias

Fernanda Simas, iG São Paulo | 10/01/2012 17:20 - Atualizada às 20:25







Texto:


Foto: AE Ampliar

Usuários de drogas se concentram na esquina das ruas Aurora e Guaianazes nesta terça-feira

O Ministério Público (MP) de São Paulo abriu inquérito civil para apurar os objetivos e possíveis responsabilidades criminais da Ação Integrada Centro Legal, que pretende acabar com o consumo e tráfico de crack na região conhecida como Cracolândia. O inquérito também vai investigar possíveis abusos de poder por parte de policiais militares e casos de violência.

Para a Promotoria, a operação, que começou há uma semana, é “desastrosa” porque ocorreu de maneira “adiantada” e sem articulação entre a Polícia Militar e as secretarias municipais de Assistência Social e de Saúde.

Leia também: Usuários da Cracolândia se espalham pelo centro de São Paulo

“Tráfico de drogas é questão de polícia, dependente químico, não. Essa operação está servindo apenas para espalhar o problema pela cidade”, disse o promotor Eduardo Valério, da promotoria de direitos humanos da divisão da inclusão social.

Valério ressaltou que as organizações de tráfico de drogas se adequam aos consumidores e que a operação não acaba com isso. "Não acreditamos que essa operação vá acabar com o tráfico. Onde estiver o consumidor, estará o tráfico. Para eliminar o tráfico, é preciso um trabalho de inteligência".

Nesta terça-feira, promotores de Justiça de Inclusão Social, Da Infância e Juventude, de Saúde Pública, e de Habitação e Urbanismo, concederam entrevista à impressa na sede do Ministério Público, no centro de São Paulo, para explicar a abertura do inquérito civi. “Como está, de fato, não pode continuar. Há a necessidade da adoção de políticas com articulação e respeito e não com dor e sofrimento. Um Estado não pode ser o algoz do cidadão”, completa Valério.

Considerando o quanto já foi gasto na operação pelo poder público e os resultados obtidos, os promotores consideram que pessoas possam ser responsabilizadas por improbidade administrativa. De acordo com o último balanço da Polícia Militar, apenas 0,447kg de crack foi apreendido na operação até o momento. De três mil abordagens policiais, 51 pessoas foram detidas, sendo que 28 eram foragidos da Justiça. Entre as 788 abordagens de agentes da saúde, 33 foram encaminhadas para serviços de saúde e outras 28 foram internadas.

Antes e depois: Veja cenas da Cracolândia
Bastidores: Operação na cracolândia foi deflagrada pelo 2º escalão
Problema disseminado: Em São Paulo, até piscinão é usado como cracolândia
'Dor e sofrimento': São Paulo usa 'dor e sofrimento' para acabar com Cracolândia

Foto: PADUARDO/FUTURA PRESS/AE Ampliar

Policiais realizam operação para retirar usuários de droga e prender traficantes

No próximo dia 13, as promotorias se reúnem com o comando da Polícia Militar e as secretarias envolvidas na operação para tentar “recuperar o leite derramado”, como disse o promotor Maurício Ribeiro Lopes, da Promotoria de Habitação e Urbanismo. Se não houver recuperação, o MP vai pedir a interrupção da operação.

Operação adiantada

Segundo os promotores, a operação deveria ocorrer só em fevereiro, depois da abertura do Complexo Prates, um centro de atendimento com capacidade para 1,2 mil usuários de drogas na Rua Prates, no Bom Retiro, e que funcionará 24 horas. “Estávamos aguardando essa inauguração [para que a ação tivesse início] e eis que fomos surpreendidos por essa operação do governo estadual que põe por terra todo o projeto que se tinha no papel”, afirmou Valério.

O projeto previa diversas medidas como a articulação entre os agentes sociais e de saúde, métodos de portas de saída para que a pessoa não saia do tratamento e retorne às ruas e ao crack. Também estavam previstas políticas de habitação e emprego. "Esperávamos que a repressão policial viesse apenas no final da operação", acrescentou o promotor.

"Não houve nada novo no início deste ano que justifique essa iniciativa violenta do governo. Se não era para esperar a inauguração [do Complexo Prates], a operação poderia ser feita no ano passado, retrasado ou há cinco anos", explicou Valério. Questionado se haveria uma motivação política por trás do início da operação, o promotor disse que é possível. "Estamos tentando entender, é possível, mas não podemos afirmar isso."

Vínculo entre agentes e dependentes

Segundo os promotores, é essencial que haja um vínculo entre os agentes sociais e os dependentes químicos para que se possa ser feito o encaminhamento para as unidades de tratamento. "A polícia boicotou o trabalho dos agentes de saúde. Agora as pessoas estão sendo enxotadas de lá. Cada um foi atirando de um lado, sem uma política de Estado", explicou o promotor Valério.

Além disso, no caso das crianças e adolescentes, é necessário o acompanhamento familiar. "Não vimos nessa operação diferença entre as abordagens de adultos e de crianças e adolescentes", afirmou a promotora da Infância e Juventude Luciana Bérgamo.

Outro lado

O governo de São Paulo enviou uma nota nesta tarde afirmando que as ações de combate ao tráfico de drogas e de assistência aos dependentes químicos foram planejadas com a Prefeitura por pelo menos três meses. "Membros do Ministério Público e do Poder Judiciário participaram de reuniões e muitas das sugestões foram contempladas", diz a nota.

Além disso, o texto afirma que os resultados obtidos nos primeiros sete dias da operação estão dentro do esperado. "O governo do Estado de São Paulo vê com bons olhos todos os esforços de outras instituições, como o Ministério Público, para aperfeiçoar o combate a esta chaga social", conclui.

Foto: AE

PM prende suposto traficante na Praça Julio Prestes, no centro de São Paulo, nesta quarta-feira

Notícia:Crianças indígenas são mortas todos os anos, mostra Cimi

10/1/2012 13:06, Por redação, com ABr - de Brasília

O assassinato de uma criança indígena no Maranhão, carbonizada por madeireiros em outubro de 2011, provocou a indignação de brasileiros em redes sociais na semana passada. Embora tardia, a reação não diz respeito a um fato isolado ou inédito, já que todos os anos, crianças e jovens indígenas são mortos em todo o país.

crianças indígenas

O Conselho Indigenista Missionário não tem o número oficial de quantas crianças indígenas são mortas por ano por índios alcoolizados ou drogados e por madeireiros

Os assassinatos, no entanto, nem sempre são protagonizados por não índios em busca de terras e madeira. Comunidades com problemas de álcool e drogas são palcos de tristes episódios, como o assassinato de um bebê indígena de 9 meses, a golpes de facão, em novembro do ano passado. O fato ocorreu depois de uma briga, envolvendo o pai do garoto e outros índios alcoolizados da tribo, localizada em Minas Gerais.

O número de crianças indígenas assassinadas em 2011 ainda não foi fechado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) mas, em 2010, relatório do órgão informa que quatro menores foram assassinados, entre eles, uma menina de 8 anos. Ela foi estuprada, agredida e morta a pauladas depois de passar a tarde nadando em um açude. O fato ocorreu na aldeia Tey Cuê, em Mato Grosso do Sul, e segundo as investigações, uma tia da menina ofereceu a garota em troca de drogas.

Em 2009, o Cimi registrou 11 assassinatos de menores, entre eles o de um garoto de 9 anos do grupo Guarani Kaiowá. Ele foi estuprado e morto por um adolescente da própria aldeia. Em 2008, uma menina da Etnia Guajajara foi morta a tiros no Maranhão quando assistia TV em sua casa, que ficava à beira de uma rodovia. Os disparos contra a casa foram feitos por motoqueiros. As terras dos guajajara foram demarcadas entre fazendas e rodovias, e frequentemente há conflitos com madeireiros e moradores das cidades no entorno das áreas indígenas.

Além dos episódios de violência a que estão submetidas, dezenas de crianças indígenas morrem todos os anos por falta de condições próprias de higiene, desnutrição e falta de atendimento médico. Em janeiro do ano passado, oito pequenos xavantes morreram em apenas 15 dias após um surto de pneumonia.

Morte de criança indígena carbonizada no Maranhão ainda não está sendo investigada

O assassinato de uma criança indígena no Maranhão, carbonizada por madeireiros em outubro passado, ainda não é alvo de investigação da Polícia Federal (PF). O assunto ganhou força na semana passada por meio de redes sociais. A criança pertencia à etnia Awá-Guajá, que vive isolada na Reserva Indígena Arariboia, no município de Arame, 470 quilômetros ao sudoeste de São Luís.

– A denúncia não foi encaminhada ao Ministério Público nem à Polícia Federal. O índio fez o relato ao Cimi [Conselho Indigenista Missionário] e não à Polícia Federal. Ainda não começou nenhuma investigação– informou o chefe da Delegacia de Defesa Institucional da Superintendência da PF no Maranhão, Rodrigo Santos Correia.

O assassinato foi denunciado ao Cimi pelo índio Luís Carlos Tenetehara, do povo Tenetehara, que também vive em Arariboia. Ele informou que costumava ver os Awá-Guajá em caçadas na mata, mas que deixou de encontrá-los depois que viu um acampamento com sinais de incêndio e com os restos mortais da criança. “Depois disso, não foi mais visto o grupo isolado. Nesse período, os madeireiros estavam lá. Eram muitos. Agora desapareceram. Não foram mais lá. Até para nós é perigoso andar, imagine para os isolados”, relatou Luís Carlos.

Os Tenetahara acreditam que os Awá tenham se dispersado para outros pontos de Arariboia temendo novos ataques. Segundo eles, a ação de madeireiros na região tem feito com que os Awá migrem do centro do território para as periferias, ficando sujeitos ao contato com a sociedade. As migrações também são motivadas pela extração madeireira, já que os Awá são essencialmente coletores.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que recebeu, em novembro, denúncia anônima sobre assassinatos de índios na região, sem especificar porém que havia uma criança entre as vítimas. O órgão também disse que protocolou denúncia na Polícia Federal e solicitou que uma investigação fosse feita.

A Funai enviou uma equipe de Imperatriz para a Terra Indígena de Arariboia e disse que deveria dar informações mais precisas sobre o caso na segunda-feira. Até o fim do dia, a Funai confirmava que os três funcionários já haviam voltado de Arariboia e que iria divulgar o relatório da apuração à tarde, o que não ocorreu.

A assessoria de imprensa da Funai informou que está levantando informações sobre o funcionamento do órgão no Maranhão e que deve divulgar o material nesta terça-feira.


http://correiodobrasil.com.br/criancas-indigenas-sao-mortas-todos-os-anos-mostra-cimi-2/353922/

sábado, 7 de janeiro de 2012

NOTA EM REPUDIO A VIOLENCIAS DE DISCRIMINAÇÃO ETNICO-RACIAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

NOTA EM REPUDIO A VIOLENCIAS DE DISCRIMINAÇÃO ETNICO-RACIAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES – O Caso da expulsão da criança negra do restaurante, em SP; e o caso do assassinato da criança indígena, no MA.

Após anos de exploração e extermínio do povo africano dentro do território brasileiro, em que a “abolição” da escravatura foi só mais um negócio a ser realizado para fins lucrativos da burguesia Européia, a violência continua.

As crianças pretas não fogem a regra da violência opressora do Capital, sendo humilhadas constantemente pela diferença étnica e racial nos diversos espaços de sociabilidade (escolas, comércios, parques e etc).

Nos últimos dias a mídia expos o caso de uma criança etíope de 6 anos, que fora expulsa de um restaurante no bairro do Paraíso na cidade de São Paulo-SP, atitude racista por parte do ofensor e o estabelecimento negligente. Conduta esta de violência que influencia de forma negativa no processo educativo da criança, que acaba por apropriar-se da ideologia dominante, acreditando que o belo é o branco, que sua etnia representa desqualificações, interferindo em seu desenvolvimento psicossocial.

Assim como o povo africano, a população indígena também carrega em sua história um marco de exploração e segregação, seguidos do extermínio, o que presenciamos até hoje, como ocorreu há algumas semanas a triste notícia sobre o caso de uma criança indígena, de 8 anos, que foi queimada e assassinada por madeireiros, no município de Arame-MA.

Fatos como esses representam gravíssimas violações do direito da criança, rasgando a luta de efetivação do Estatuto da Criança e do Adolescente que diz em seu artigo 5º: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punindo na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

As marcas dessa violência serão levadas durante toda a vida destas crianças e suas famílias, que representam inúmeros casos de opressão racial contra o publico infanto-juvenilo vivenciadas permanentemente.

Enquanto houver explorador e explorado presenciaremos em nosso cotidiano situações de racismo e discriminação perante o povo. Enquanto a discrepância social continuar como está a violência e a injustiça vingará, principalmente diante dos mais vulneráveis.

Nós, do Fórum Regional de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente – Sé, manifestamos nosso repudio a toda discriminação contra crianças e adolescentes, nos opondo a lógica eurocêntrica e etnocêntrica deste Estado burguês, que tem alimentado de forma ideológica e prática atitudes opressoras.

PELO FIM DA OPRESSÃO!

EM DEFESA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE!


FÓRUM REGIONAL DE DEFESA DO DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - REGIÃO SÉ

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Notícia:CIMI CONFIRMA ASSASSINATO DE CRIANÇA INDÍGENA


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O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) confirmou ontem (06), a informação que uma criança da etnia Awá-Gwajá, de aproximadamente 8 anos, foi assassinada e queimada por madeireiros na terra indígena Araribóia, no município de Arame, distante 476 km de São Luis. A denúncia feita pelo Vias de Fato, foi postada logo após receber um telefonema de um índio Guajajara denunciando o caso.

De acordo com Gilderlan Rodrigues da Silva, um dos representantes do CIMI no Maranhão, um índio Guajajara filmou o corpo da criança carbonizado. ”Os Awá-Gwajás são muito isolados, e madeireiros invasores montaram acampamento na Aldeia Tatizal, onde estavam instalados os Awá. Estamos atrás desse vídeo, ainda não fizemos a denúncia porque precisamos das provas em mãos” disse Gilderlan.

Violência contra indígenas é fato recorrente no Maranhão, no dia 26 de setembro de 2011, conforme denunciamos aqui nesse site, uma senhora indígena do Povo Canela, Ramkokamekrá Conceição Krion Canela, de 51 anos foi encontrada morta a pauladas. A atrocidade aconteceu no Povoado Escondido, interior de Barra do Corda. No mês de outubro, uma índia de 22 anos, deficiente mental, da terra indígena Krikati foi violentada sexualmente por um homem identificado como Francildo. Segundo Belair de Sousa, coordenador técnico da terra indígena, o indivíduo chegou na aldeia Campo Grande armado. O CIMI Nacional informou que vai emitir nota pedindo apuração do caso do assassinato da criança Awá.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

EURECA 2012 - SBC

Convite
Convidamos a todos os parceiros, entidades, organizações e movimentos sociais a participar do 2° Encontro de Preparação do:
EURECA 2012 - "CONTRA A INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA".
A participação sempre acompanhado de uma criança ou um adolescente e de fundamental importância.
Compareçam!
Data:
06/01/2012
Horário:
14h
Local:
Projeto Meninos e Meninas de Rua
Endereço:
Rua Jurubatuba, 1610 – Centro – São Bernardo do Campo – SP
Telefone:
4339 – 1476 (SEDE)
Contatos:
Dani Bargas / Danilão / Jucilene
EURECA
Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente

O Projeto Meninos e Meninas de Rua, uma entidade sem fins econômicos, que há 28 anos atua no município de São Bernardo do Campo em defesa dos direitos das crianças e adolescentes (Lei Federal 8069/90) em situação de rua, tem a honra de convidá-lo para participar do bloco Carnavalesco EURECA (Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente), para compor a Ala do Compromisso, tradicionalmente composta por entidades, organizações e cidadãos de São Bernardo do Campo e outras localidades, comprometidos com a defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes.
No próximo ano o Bloco estará completando 21 anos de luta pelos direitos da nossa população, com o tema: EURECA 2012 - Contra a Internação Compulsória!
O bloco abrirá o carnaval do município, indo às ruas em ritmo de folia-protesto com o objetivo de sensibilizar a comunidade local a respeito dos problemas que afetam o desenvolvimento da infância e adolescência, no dia 17 de Fevereiro de 2012, às 13 horas (concentração), na sede do Projeto Meninos e Meninas de Rua, sito à Rua Jurubatuba, nº 1610, Centro.
Agradecemos antecipadamente, contando com sua participação.
Atenciosamente,
Comissão Organizadora
EURECA 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

DENUNCIA: Garoto negro é expulso de restaurante por ser confundido como mendigo

Garoto negro é expulso de restaurante por ser confundido como mendigo

Texto de Mário Sérgio em Luis Nassif Online

Com a arrogância típica de ignorantes, o gerente admitiu que teria sido ele mesmo o autor de tal atitude racista


racismo brasil menino restaurante negro
Negar o racismo no Brasil é se esquivar do problema
Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.

Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.

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Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que "o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora".

O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente?) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.

Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.

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Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.