sábado, 9 de julho de 2011

Notícia: Conselho Nacional de Educação define que creches devem fechar nas férias

Conselho Nacional de Educação define que creches devem fechar nas férias
Veículo(s) O Estado de S. Paulo - SP

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou ontem (7) um parecer que orienta creches de todo o País a não oferecer atendimento durante as férias. O órgão, ligado ao Ministério da Educação (MEC), discorda da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, em março, determinou que a Prefeitura de São Paulo mantivesse creches e pré-escolas abertas durante esse período. De acordo com o parecer, que foi aprovado por unanimidade, as creches não devem ser vistas como unidades assistencialistas, mas educativas. "A criança tem direito a uma convivência intensiva e extensiva com a sua família. Aquelas que possuem necessidade de maior atenção devem ser atendidas, sim, mas pela assistência social e não pela educação", afirma Cesar Callegari, membro do CNE e relator do parecer.

http://www.andi.org.br/infancia-e-juventude/noticia-clipping/conselho-nacional-de-educacao-define-que-creches-devem-fechar-


Notícia: Juventude atrás das grades: A realidade dos adolescentes em conflito com a lei no Brasil

Juventude atrás das grades: A realidade dos adolescentes em conflito com a lei no Brasil

No período em que se comemoram os 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o atendimento socioeducativo continua a ser um dos maiores desafios da consolidação de uma política consistente de Direitos Humanos no Brasil.

Especialistas alertam que os programas voltados às medidas socioeducativas em meio aberto também precisam de mais investimentos.

De acordo com o mais recente Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei, existem hoje no Brasil 12.041 adolescentes cumprindo medida de internação (o que representa um crescimento de 4,50%), seguidos de 3.934 em internação provisória e 1.728 em cumprimento de semiliberdade.

A pesquisa, coordenada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), mostra que em 2010 houve uma quebra da tendência de queda no número de internações que vinha ocorrendo desde 2007.

Proporcionalmente, o DF lidera o ranking de jovens que se encontra em medida de restrição da liberdade com 29,6 internados para cada dez mil adolescentes, seguido do Acre com 19,7 e São Paulo com 17,8.

É absoluta a prevalência de adolescentes do sexo masculino em situação de cumprimento de medida socioeducativa de internação e em situação de internação provisória. O índice é de 94,94%.

A Constituição Federal determina que as crianças e os adolescentes recebam tratamento prioritário por parte do Estado e da sociedade em geral. As determinações entre os artigos 112 e 130 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990, reafirmam a necessidade de oferecer atenção diferenciada a essa parcela da população quando envolvidas em atos infracionais.

Apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, o Brasil ainda convive com graves violações de direitos nas unidades de internação socioeducativa. É fundamental avançar na definição de uma política de atendimento que garanta estruturas, procedimentos e recursos humanos e orçamentários adequados em todas as fases do processo, desde a prevenção, a captura, o julgamento e a ressocialização.

Levantamentos do Conselho Nacional de Justiça apontam ocorrência de graves violações de direitos nas unidades de atendimento, como ameaça à integridade física, violência psicológica, maus-tratos e tortura, além de negligência relacionada ao estado de saúde dos adolescentes. Há ainda denúncias de jovens privados de liberdade em locais inadequados, como delegacias, presídios e cadeias.

Estima-se que só no estado de São Paulo – localidade que concentra 42% dos adolescentes em cumprimento de regimes em meio fechado no País – existam ao redor de 1.787 jovens que não deveriam estar em medida socioeducativa de internação, pois seus casos contradizem ou não preenchem os requisitos constantes do artigo 122 do ECA.

A estrutura das unidades continua, por tanto, a ser uma questão relevante. A rede física atual, segundo o levantamento da SDH/PR, está composta por 435 unidades, sendo 305 para atendimento exclusivo de programas. A situação de precariedade é seria em muitas instalações, sendo mais evidente na região Nordeste onde os estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco apresentam superlotação com taxas acima da capacidade em 67,81%, 38,21% e 64,17%, respectivamente.




http://www.andi.org.br/sites/default/files/u31/privados_de_liberdade.jpg


Fonte: ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Crianças precisam ser atendidas para que os pais e mães possam trabalhar!

Para conseguirmos trabalhar com a certeza de que nossos filhos estão em lugares seguros, o governo deveria garantir serviços que cuidassem deles em tempo integral.


Mas infelizmente o que vemos é outra coisa, pois não temos aqui na Bela Vista centros de convivência o suficiente para atender todas as crianças e adolescentes.


O caso é mais crítico para as crianças de 4 e 5 anos de idade, pois elas passam meio período nas Escolas (EMEI´s) e na outra parte do tempo não há espaços onde elas possam ficar, já que os CCA´s atendem a partir dos 06 anos, e as creches só até os 3 anos.


Pensando em solucionar este problema é que convidamos toda comunidade da Bela Vista, em especial as mães e pais das crianças de 3, 4 e 5 anos de idade, para pensarmos em soluções a nossas crianças e exigir que o Governo crie serviços que atendam em período integral essas crianças ou serviços de convivência infantil para a parte do tempo que elas não estão na escola.


Contamos com a União de toda comunidade da Bela Vista para lutar pelos nossos filhos e crianças da região.



DIA: 13/07 (quarta-feira)
Horário: 15h00
Local: Rua Major Diogo, 834/Bela Vista
Centro Infantil Clara de Assis
Caso necessário, entregamos declaração de presença .

Que tipo de Conselho Tutelar defendemos?

Que tipo de Conselho Tutelar defendemos?
Forum Regional de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente – Sé
Junho,2011.

Prestes as eleições dos/as novos/as Conselheiros/as Tutelares se firma ainda mais a necessidade de refletirmos as problemáticas e os desafios que nós, militantes dos movimentos sociais, possuímos para dar continuidade as lutas em defesa do direito da criança e do adolescente. A reflexão não se esgota e nem se limita ao período do calendário eleitoral, mas se aproveita estrategicamente o momento para resgatar ainda com mais força a pauta da necessidade de um debate amplo e profundo sobre o assunto.


Dentre os problemas que vivenciamos está o histórico descaso com as crianças e com os adolescentes, principalmente os empobrecidos, que permanecem sempre como um dos últimos a serem beneficiados com os programas e as propostas governamentais que garantam a efetividade de seus direitos. Não bastasse a violação de direitos a partir de praticas de omissão, há também a violação ofensiva com ações de brutalidade contra a juventude, com a prática de espancamentos e de encarceramento em massa dos adolescentes.


A história da infância e juventude no Brasil sempre teve sua voz silenciada, conquistando alguns avanços com a efetivação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990. Apesar disto, vimos observando que na região do centro da cidade de São Paulo, assim como em vários outros territórios do estado e do país, muitos dos direitos previstos em lei não tem sido efetivados, mantendo as crianças e os adolescentes em situações vulneráveis.


Como forma de controle e de fiscalização à efetivação dos direitos sociais do publico infanto-juvenil é que se pensa na proposta do Conselho Tutelar (CT), órgão de agente fiscalizador, de responsabilidade pública e política para com os avanços na luta pela defesa da infância e da adolescência.


No entanto, apesar do profundo processo reflexivo e combativo que o ECA propicia no contexto de sua criação, o que temos hoje é a manutenção de uma cultura “menorista” e adultocentrica que impede os avanços dos direitos deste público.


O Conselho Tutelar vem sendo visto pela população como órgão punitivo, idéia a qual é fortalecida tanto pela pratica não fundamentada dos conselheiros tutelares sobre o real objetivo do papel deste, quanto, e principalmente, pela disseminação desta visão errônea por parte do próprio Estado que vem, assim, mantendo a cultura “menorista” – disseminada pelo histórico Código de Menores – , desmoralizando e enfraquecendo as relações de solidariedade e de apoio entre a população e o Conselho Tutelar, ocasionando na fragmentação da luta em defesa a infância.


Outro fator que vem a enfraquecer o caráter do CT é a intervenção do Estado e de interesses pessoais/partidários – aliados ao governo - neste setor, que estrategicamente aparelham o órgão em beneficio próprio, estagnando ações combativas e de enfrentamento contra as violações do Estado, já que dentro do CT há, por vezes, pessoas aliadas ao mesmo.


Para superar essas estratégias de enfraquecimento proposital que o Estado realiza é necessário que o CT seja órgão dinâmico, com a presença das representações nos espaços cotidianos, em dialogo constante com a comunidade e com o respaldo e o fortalecimento dos diversos movimentos sociais locais, sejam eles diretamente atrelados a infância e juventude ou a outros setores – Moradia, Saúde, Trabalho e etc., já que a situação vivenciada pelo publico infanto-juvenil está diretamente relacionada a logica estrutural de nossa sociedade, além de ser o setor que mais sofre os impactos de qualquer tipo de violação de direitos.


O FRDDCA – Sé defende a efetivação de um Conselho Tutelar que represente os interesses da população, e que esteja ligado permanentemente às lutas populares, que faça uma mediação de sua pratica a partir de uma constante análise da conjuntura para que garanta ações coletivas em beneficio a infância e a juventude. Para isto, nós do Movimento estaremos agindo paralelamente e conjuntamente a este órgão na região Sé (hoje com a instauração de dois Conselhos Tutelares – Sé e Bela Vista), a fim de exigir e garantir que o mesmo tenha tal caráter.


O Conselho Tutelar deve ser, portanto, órgão combativo e que defina e traga em sua ação cotidiana o pensar político, atuando então como agente referencial e disseminador de uma ideologia e de uma prática que pregue uma outra forma de sociabilidade, a qual venha de fato garantir em sua estrutura a proteção, os cuidados e o processo educativo pleno não só à infância e à juventude, mas a todos os sujeitos que componha a sociedade.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Bom Dia,

Saiu hoje no Diário Oficial, no edital PUBLICAÇÃO Nº 104/CMDCA/SP/2011 / PUBLICAÇÃO Nº 105/CMDCA/SP/2011 a lista dos/as candidatos/as a conselho tutelar em São Paulo.


Confira:
A partir da pagina 93.


Diário Oficial

http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nota de Repudio as violências sofridas pelos adolescentes da Fundação Casa- FEBEM, UI 28, Raposo Tavares.

Durante toda a história, a juventude é tida como alvo central do Estado, que a qualquer custo projeta o extermínio subjetivo e objetivo de adolescentes e jovens, deixando-os sem quaisquer tipos de ações que garantam integralmente seus direitos.


Dentre as práticas deste projeto de extermínio da juventude, programado pelo Estado, estão as violências policiais e o encarceramento em massa, que dissemina à sociedade uma ideia negativa sobre a juventude, tida apenas como potencialmente perigosos e violentos.


O que não aparece na mídia é que a violência é, na verdade, cometida pelo próprio Estado, com a omissão e violação dos direitos humanos e sociais a toda população, em especial contra as crianças, os adolescentes e os jovens, negros e moradores das periferias.


Dentre tais violações temos a prática de atos de tortura contra esta população, realizadas por “debaixo dos panos” na tentativa de esconder a brutalidade das ações. No entanto, ao contrario do que os opressores imaginam, as lágrimas, as marcas e o cheiro de sangue não são facilmente escondidos e apagados.


Por isso, nós não permitiremos que estas violências cometidas contra a juventude permaneçam impunes e daremos voz e luta ao nosso sofrimento!


Por isso, nós nos solidarizamos e fortalecemos a luta e as denuncias realizadas pelas famílias e pelos movimentos sociais contra a Fundação Casa (FEBEM), em especifico a UI-28 Raposo Tavares, em que no ultimo dia 14/06 os adolescentes foram brutalmente violentados e carregam até hoje as marcas psicológicas e físicas do ocorrido.


Não permitiremos que isto ocorra novamente e não permitiremos que, de modo estratégico e agressivo, a FEBEM venha culpabilizar e utilizar os adolescentes e as famílias que foram vítimas como sendo bodes expiatórios do ocorrido, coagindo-as e ameaçando-as de diversas formas.


Mantemo-nos na luta, exigindo a responsabilização do estado, nas figuras da Presidente da Fundação Casa (FEBEM) e do Governador de São Paulo!


PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A JUVENTUDE!


Fórum Regional de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente - SÉ

Junho/2011

SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO: PLANO NACIONAL DE CONVICÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

FÓRUM REGIONAL DE DEFESA DO DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE - SÉ http://www.forumregionaldcase.blogspot.com/

SEMINÁRIO DE FORMAÇÃO:
PLANO NACIONAL DE CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

Com
Elinéia Meira Martins (Lili), Assistente Social do CRAS-SÉ, militante do Fórum Regional DDCA-Sé

DIA 15/07 (sexta-feira)
Das 9h às 12h00
Todos/as estão convidados/as!
Local: CCA PE MARIANO
 Rua Dr. Felix,80   (próximo ao metrô Vergueiro)
Confirmar participação enviando e-mail para: forumregionaldcase@gmail.com até 12/07